Archive for Junho, 2013

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1989

Junho 30, 2013

Quando acabei o terceiro colegial aos 17 anos já estava louco pra sair da casa dos meus pais e me mandar de vez por aí. A chance de entrar numa faculdade qualquer, em uma cidade distante, me parecia um sonho quase impossível (sempre fui um péssimo aluno, alienado a tudo o que acontecia dentro da sala de aula). Mas o impossível aconteceu e em 1989 passei na Universidade Brás Cubas em Mogi das Cruzes. Me mudei primeiramente prum hotelzinho barato e comecei a trabalhar no Banco Bamerindus. Pronto, uma cena mais real de liberdade ( e começo de loucuras, porres, canjas musicais) tinha começado.Interessante como esse choque de mudanças começou a me inspirar a compor ao violão, que já tocava há alguns poucos anos…Aos 18 anos já tomava cerveja de manhã ao invés de ir pras aulas da faculdade de direito, ia trabalhar meio embriagado à tarde e comecei a tocar com minha primeira banda de blues em bares nessa época, né Tinho Barrence , meu parceiro de guitarra ? E da minha alma e dedos começaram a sair músicas assim:

http://www.youtube.com/watch?v=ohLlWhRBFXw

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pronto

Junho 30, 2013

é você pedindo pra entrar num jogo de futebol de areia, frente ao hospital onde nasceu… e dá risada por perder bola de garotos que poderiam ser seus filhos…e sacar que respeitam sua barba branca…e você curte a companhia porque anda tentando sacar qual o abismo que une o Fabio de 16 anos ao de 40….

é ter um skate como única companhia pra ir pra todo lugar…e enquanto você ainda tem saúde pra isso…e só cabe um num skate…

é sentar num banco de praça da velha Santos com um copo de vinho na mão…e sacar que realmente não precisa ir a lugar nenhum…e ninguém tá te esperando mais…

Porque tem uma hora que o bicho vai pegar, meu irmão. E você tem que estar pronto.

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amor

Junho 30, 2013

ah como é bom isso!

 

 

Diversão das melhores

Diversão das melhores

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Love don’t live here anymore

Junho 29, 2013

Fevereiro 28, 2009

Arrogante o suficiente pra sobreviver
Perdendo mulheres pelo caminho
Se despedindo da noite
Alma em farrapos, corpo inchado pela bebida
Com o vício não se negocia
Homem destruído
Derrotados alados
Sem nunca ter o perdão divino
E eu já não faço sentido
Amigo da solidão
A vida te transformando, a vida quase te abatendo
Love don’t live here anymore
Aperta o copo com força quando alguém fala de amor
Coração envenenado
E o momento mais sublime foi ela te mostrando suas fotos de criança. Você não merecia.

Já se foi a inocência que você mesmo arrancou da mais bela menina.

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frase

Junho 29, 2013

Literatura não pede esforço, pede prazer, como uma mulher ou como os pés na praia se deixando banhar suavemente. Uma chuva no meio da tarde ou uma taça de vinho no cair da noite. ( Mário Bortolotto )

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Textos para Paulo de Tharso (RIP)

Junho 25, 2013

Perdi o rumo, meu prumo e o lado certo da estrada.

A chave de casa de novo.

Em vala rasa, descanso bem

Sei entrar bem… e sair de confusões

Só não tenho mais pra quem voltar, o porque de voltar praqualquer lugar

Lar?? ha….ha….ha

Dias iguais e ressacas banais

Rimas pra débeis e mentais

De pé?

Ainda tô em pé… de guerra

Vá na paz, irmão Paulo.

 

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Faz tempo que perdi rumo e prumo, mas ouvir Me and the Devil Blues de Robert Johnson faz eu me sentir bem… Me coloca esse sorriso folgado de novo no rosto

Ainda me nino com cordas e acordes.

Que se quebrem meus dedos de guitarrista mais uma vez, mas acabar surdo é uma puta sacanagem. Sem viadagem

Nunca tive o dom de andar com óculos escuros e agora atolo um boné na cabeça pra esconder olhos que insistem em me entregar.

Não vou me entregar

Tenho uma banda e uma estrada rock and roll

 

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bata, beat!

Junho 25, 2013

Sei lá, eu tenho mesmo esse negócio de ficar verdadeiramente surpreso-feliz quando um caro amigo chega ao bar. Se às vezes saio fora cedo é porque tenho certeza que a noite vai ser longa, longos papos nada fúteis à frente, e regados a bebida; e meu fígado já não anda mais tão forte. Se eu não preciso de muito sono, ele precisa. Mas apesar da sorte que tenho de ter e conviver com grande sujeitos, aprendi a andar sozinho, com o tempo. Andar só em qualquer cidade, país, estado…de sobriedade ou de bebedeira. Dar um jeito estando atrás ou na frente de grades ou casas, situações…  Hospitais públicos. Estar de pé nessa manha chuvosa é a prova que, por mais que eu tenha abusado da sorte, ela não me abandonou por completo e ainda me garante essa cota de bem estar…Não vou falar que sou muuuuito grato ou que vou fazer o meu melhor a partir de agora. Nunca fiz e não vou começar a mentir descaradamente depois de velho. Mas já que tá tarde demais pra morrer cedo, vamos ver se aprendo a assistir o trem passar sem sentir essa  eterna necessidade de correr pra pegá-lo… Só essa vez…