Archive for Novembro, 2010

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Austin

Novembro 30, 2010

Ainda hoje tem gente idiolatrando o cara em excesso. Meio aquela besteira de guitar hero, né? Mas muitas vezes acho Ray Vaughan um mala. Prefiro a nova safra de Austin…Teddy Morgan, por exemplo…

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Vagabundagem sagrada…

Novembro 30, 2010

Saio da cama depois do meio-dia, a mulher já tinha ido pro trabalho. Coloco minha bermuda velha, meus chinelos e uma camiseta surrada. Saio pras ruas do centro de São Paulo. Sempre digo que adoro vagar sozinho entre os transeuntes apressados…Tomo um copão de suco natural que custa apenas 1 rea, compro a Cult com o Dylan na capal e vou pra essa lan-house gratuíta escrever besteiras. Acordei com um puta som na cabeça: Vagabundo Sagrado. Essas coisas que só o Bortolotto tem numa fita K7 do século passado (e isso não é força de expressão). A gente começou a tocar o som….O cara escreveu (ou direcionou seu fogo) pra alguma mulher interessante de sua vida…Ah, nada como a paz caminhando ao seu lado…

Vou te lambuzar de mel

Vou te jogar água fria

Vou acabar de uma vez

com a tua filosofia

Vou te afogar em salmora

Vou martelar teu espelho

Vou pinicar de tesoura

e teu cabelo vermelho

Vou arrancar os seus dentes

Incendiar sua cama

Vou processar seus parentes

Arruinar sua fama

Vou jogar pela janela

as caixas de pó-de-arroz

e no fim dessa novela

Vou dar um tiro em nóis dois.

(Ivan Sérgio)

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Novembro 28, 2010

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e vai

Novembro 26, 2010

Acho divertido ser alvo do complexo de Electra mal resolvido de mulher e ainda levar vantagem sobre a pouca experiência dos caras mais novos…não vai durar, eu sei…mas beirar os 40 tem belas vantagens…

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FDS

Novembro 26, 2010

Sou tão vagabundo que me dou o direito de ficar feliz quando chega a sexta-feira, como se tivesse trabalhado a semana toda num escritório. Vou deixar esse prazer só pros civis? E hoje tem mais música, graças…hoje tem dose dupla

Tem Damis Pub às 21 hs. Eu e Baby La Baraba. Depois meia-noite estamos na Coletivo Galeia. Eu e  Nu Vitaliano.

Fica tudo ali na Rua dos Pinheiros. Damis no  numero 220 e Galeria no 493. Couvert apenas 5 reais. Vai ficar em casa fazendo nada é?

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Segundona loucão…

Novembro 23, 2010

Robério, baixista da lendária Camisa de Vênus é nosso brother. Curte o Saco de Ratos e sempre dá umas canjas com a gente. Ontem convidou a banda toda pra dar uma canja no aniversário de uma amiga dele, fotógrafa, que rola todo ano no Morumbi. Comida e bebida a rodo. Claro que fomos. A banda toda. E tocamos. Basa tocou umas, eu outras, Robério pegou o baixo. Enquanto ouvia o som rolar, me impressionava com a qualidade rockeira da cozinha. Baixo do Pagotto somado a bateria do Rick dá uma locomotiva mais que coesa, necessária ao rock and roll autêntico. De fuder! Saca o que rola em banda como AC/DC e Rolling Stones, né? Robério me falava que é fã do SDR. Que só sai de casa pra ver a gente tocar. Legal ouvir isso duma figura como ele. Aí numa certa altura da noite o guitarrista da RPM que tava por lá, vem animadaço na minha direção e fala: “vocês gostam mesmo de rock and roll, né?”. Foi engraçado. Bebemos toda cerveja do lugar(o que era muito), Ayala e Marião foram embora com Paulão Baranga e eu e Basa ficamos pra tocar uns sons com Paulo Zinner (ex-Golpe de Estado) e um tecladista que não conheço. Muito bom. Uma onda Jimmy Smith, Booker T. …Belo final de uma noite rockeira agradável. E Paul McCartney rolando ao lado….e assim foi nosso Dia do Músico…Valeu, Robério!!

and the fucked up angel…

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Poema do Bortolotto

Novembro 22, 2010

 

Já disse que ele escreveu um puta livro de poemas. Um bom lugar para morrer…

 

 

Tudo vale se você concordar comigo. Se tudo que resolvermos ficar apenas entre nós e essa balada amarga de Alvin L.. Ela desliza sobre a cama como uma profissional em hora extra. Sorri mareada. De mulheres como essa, eu já fugi de montão. Insensato, fui ficando e agora já acho que é tarde demais. Já que comecei, vou até o fim. Minha imprudência não tem limites nesta tarde. Qualquer extravagância é bem-vinda depois de uma noite malsucedida. Esta tarde ninguém se responsabiliza. As chaves do lado de fora. O mundo acabando em paz do lado de fora com suas mulheres grávidas, suas receitas de homeopatia. O mundo cínico do lado de fora. E eu aqui, perturbado, querendo fugir, ficar na frente de uma tela de computador, é onde eu me sinto protegido, é onde nunca me dou por vencido. Sou cego, covarde e esquisito. Essa ópera chinesa me entedia. Constrange meu sangue ocidental. Minha cultura pouco erudita. Sua submissão é obscena, Meu perfil caucasiano. Que pediu champanhe? Ela quer aprender inglês e fugir pra América. Enquanto isso não acontece, ela presenteia os de minha laia com cartões-postais amarelados de Bancoc. O mundo sem tradições do lado de fora. Sua discrição é obscena. O prazer que ela extrai do silêncio. Ela não quer saber nada de mim. E continua concordando.