…e nessa quinta tem Made in Brazil e Saco de Ratos no Aurora. Jornada dupla de rock and roll e blues to save my soul…
Café Aurora
13 de maio, 112.
Bixiga-SP
10 reais

…e nessa quinta tem Made in Brazil e Saco de Ratos no Aurora. Jornada dupla de rock and roll e blues to save my soul…
Café Aurora
13 de maio, 112.
Bixiga-SP
10 reais

Tô coçando o saco aqui na beira da água salgada. Coisa boa. Se os amigos estivessem por perto moraria por aqui. Deitadão no sofá ouvindo um som e relendo o Blues do Robert Crumb. Uma aula. As traduções de alguns clássicos com as imagens de seus quadrinhos me são mais agradáveis que filmes. E o cara é muito crítico. Tira uma onda das letras, como a chapação de Hendrix em Purple Haze. E os posters de bluesmen antigos que ele faz. Fodaço! Essa onda de HQ com letra de música ficaria bacana em algumas músicas do Saco de Ratos. Boêmios Errantes vejo fácil…”meu melhor amigo é um bacão de bar”. Um taciturno melancólico escorado…




Acordei com pouca ressaca mas ainda meio bebum. Andava sozinho pelas ruas do centro de São Paulo, em direção a Sé e o dia me parecia muito agradável. Feliz. Doses de alcool na veia ajudavam bem….e o fim de uma noite muito agradável. “And I just can’t drink you off my mind”, não me saia da cabeça.
Fui pra uma conversação simpática de inglês e coloquei isso no quadro. Alguns sacaram outros não.
(Jagger – Honk Tonk Women)

Minha adolescência foi feita de muito rock and roll. Matava aulas pra ir pros sebos de discos em Santos. Aprendi muito por ali. Sobre a história do rock, inclusive. Foi a minha faculdade pro que faço hoje, analisando bem. E a primeira banda que me despertou uma paixão real e forte pela música foi o Triumph. Trio canadense fudido. Ainda não era o blues, mas ele já se encontrava pro ali.
Allied Forces foi o LP da minha vida por alguns anos.

De fuder quando os dois leram juntos esse poema do Chacal. Sou um cara de sorte vendo isso de perto, ali sentado…
quem quer saber de um poeta na idade do rock
um cara que se cobre de pena e letras lentas
que passa sábado a noite embriagado
chorando que nem criança a solidão
quem quer saber de namoro na idade do pó
um romance romântico de cuba
cheio de dúvidas e desvarios
tal a balada de neil sedaka
quem quer saber de mim na cidade do arrepio
um poeta sem eira na beira de um calipso neurótico
um orfeu fudido sem ficha nem ninguém para ligar
num dos 527 orelhões dessa cidade vazia

Tava revendo uns videos. Primeiro tocando com velhos grandes amigos de Campo Grande/MS. Eles estão com essa banda de curtição. Brute Band(Tosco sound). Gosto do nome. E pelo jeito eles estão se divertindo um bocado. Que é o que realmente interessa, certo? Marquinhos do Bando do Velho Jack no baixo. No segundo, pra registrar o poeta Marcelinho Montenegro em ação. Porra, a apresentação de sábado foi divertida pra cacete. Valeu, meu brow!
Gosto pra caralho do timbre dessa guitarra. GRS Custom. Made in Campo Grande/MS. Ouve aí. O que você acha?

e junto com isso um belo Hai Kai:
“Durma pelada
pra eu te estuprar de madrugada.”

Não atendo porque realmente quero dormir. Mas provavelmente não daria conta se meus amigos não fossem do tipo que ligam às 5 da manhã pra beber. Valeu.
E pra eles vai esse poema do mestre Bukowski. Colei do blog do Bruno Bandido. Já tinha lido, não lembro em quais livros…
Conversa às Três e Meia da Madrugada
às três e meia da madrugada
a porta se abre
e há passos na entrada
que trazem um corpo,
e uma batida
e você repousa a cerveja
e vai ver quem é.
e ela entra
com o cabelo nos rolinhos
e num robe de seda
estampado de coelho e passarinho
e ela trouxe a sua própria garrafa
à qual você gloriosamente acrescenta
2 copos;
o marido, ela diz, está na Flórida
e a irmã manda dinheiro e vestidos para ela,
e ela tem estado procurando emprego
nos últimos 32 dias.
você diz a ela
que é um cambista de jóquei e
um compositor de jazz e canções românticas,
e depois de uns dois copos
ela não se preocupa com cobrir
as pernas
com a beira do robe
que está sempre caindo.
não são pernas nada feias,
na verdade são pernas ótimas,
e logo você está beijando uma
cabeça cheia de rolinhos,
e os coelhos estão começando a
piscar, e a Flórida é longe, e ela diz
que não somos realmente estranhos
porque ela tem me visto na entrada.
e finalmente
há muito pouca coisa
para dizer.
(Charles Bukowski)
“Simplicity is not stupidity”. Frase de um dos maiores bateras que vi. Steve Jordan. O cara é tão foda como músico que é o parceiro de composições de Keith Richards em carreira solo. Só músicos de alma entendem isso. Idiotas preferem um milhão de notas, coisas complicadas simplesmente porque acham que valem mais que as simples. Meu deus. Vale pra poesia de Bukowski, para os blues, solos de pouca nota e pra vida. Simplicity…

Mais algumas do Cara que vi na esposição do Itaú Cultural. Valeu o trampo Pinduca!
nunca quis ser freguês distinto
pedindo isso e aquilo
vinho tinto
vinho tinto
obrigado
hasta la vista
queria entrar
com os dois pés
no peito dos porteiros
dizendo pro espelho
- cala a boca
e pro relógio
- abaixo os ponteiros.
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pedaço de prazer
perdido
num canto do quarto escuro
inferno paraíso
vivo ou morto
te procuro
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Quem tem Q.I. vai
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eu ontem tive a impressão
que deus quis falar comigo
não lhe dei ouvidos
quem sou eu pra falar com deus?
ele que cuide dos seus assuntos
eu cuido dos meus
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podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
(P.L.)