Arquivo de Novembro, 2009

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Poema

Novembro 24, 2009

 

Marião escreveu:

 

“E vou terminar esse post com um poema que a Bia escreveu depois que leu o meu livro “Bagana na Chuva“. Valeu, Bia.”

ele costumava olhar os pássaros
o retrato de uma garota e um estilete que não ia usar
caiaques no céu
baganas atiradas em poças d’água
gotas de chuva com gosto de pepsi-cola
ele nunca conseguia chegar em casa
era preciso pegar uma mulher e fugir pra algum lugar
um lugar onde não se ouvisse falar de amor
onde ninguém soubesse tocar saxofone
mas ele apenas tomava conhaque na janela ouvindo blues
(música é melhor que saber o caminho de volta pra casa)

(Beatriz Provazi)

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Trilha sonora

Novembro 24, 2009

 

 

 

Going down slow

 

I have had my fun if I never get well no more.
I have had my fun if I never get well no more.
All of my health is failing;
Lord, I’m going down slow,

I’m going down slow.
Please write my mother and tell her the shape I’m in.
Please write my mother and tell her the shape I’m in.
Tell her to pray for me,
Forgive me for my sin,
For all of my sin.

On the next train south, look for my clothes back home.
On the next train south, look for my clothes back home.
‘Cause all of my health is failing;
Lord, I’m going down slow,
I’m going down slow.

All of my health is failing;
Lord, I’m going down slow,
I’m going down slow.

Feel like I’m going, like I’m going down slow.
I feel like I’m going, like I’m going down slow.
I feel like I’m going, like I’m going down slow.
I feel like I’m going, like I’m going down slow.
I feel like I’m going, like I’m going down slow.

 

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Fucking up the blues

Novembro 20, 2009

Toco com Tex Mex daqui a pouco. Nosso trio de violões. Mas nem sei onde é. Migué tá chegando…e depois a barra pesa:   Hoje, sexta.

Depois de meia noite caia pro Ventania. Rua Carinas, 92. Peto do Shoppping Ibirapuera.
Zona Blues com Rick Vecchione na batera e Marcião no baixo.
Ed BLues comandando nos vocais e o mané aqui enchendo a bagaça de solos…

Venha beber com a gente. As minas pagam só 5 reais. Macho, 8.

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E por falar em linhas de baixo geniais.

Novembro 19, 2009

Acho a banda de fuder. Esse som então…

e os grandes Bêbados Habilidosos mataram a pau no prêmio MTV rock do Mato. Leia aí. Destaque pro guitar hero de Campo Grande: Melhor guitarrista -  Rodrigo Paiva!!!!!  Concordo plenamente com essa votação.

http://palcourbano.com.br//index.php?option=com_content&task=view&id=1356&Itemid=1

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Sly and Family Stone

Novembro 19, 2009

Curto esse som há tempos. Tinha um puta cd da banda. Essa música era uma das melhores. If you want me to stay. Red Hot regravou. Não mudaram em nada o som. Tem uma das linhas de baixo mais peculiares e diferentes que já ouvi. Saque aí. E dance, se tiver a manha. Eu danço. Escondido, mas danço.

Swing fudido…

 

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Sam Shepard

Novembro 17, 2009

quando encontrei a doublé da Estrela

 enquanto as portas do elevador se abriam e eu estava saindo enquanto ela estava entrando às 4 da manhã

 e eu vi que ela estava radicalmente chapada

perguntei pra ela de quê ela disse 6 Valium e Vinho Branco

 porque este era o nosso último dia de filmagem

 então ela pensou em celebrar com alguém da equipe e se divertir já que esta era sua cidade natal

 e ela ia ficar bem aqui enquanto íamos embora

 e a agonia de ser apenas uma doublé local deixada para trás

 numa cidade da qual ela adoraria saltar fora estava realmente lhe baixando o astral

 e subitamente isso me fez ficar re-envergonhado de ser um ator num filme e tudo mais

 e provocar tais ilusões estúpidas

 então levei-a para o meu quarto sem desejar seu corpo nem nada

 e ela ficou desesperadamente desapontada tentou se atirar da minha janela eu disse olhe,

não vale a pena é só um filme idiota

 ela disse não tão idiota quanto a vida

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Novembro 13, 2009

O que te fere? Nunca sei. Quando digo que sinto falta, sou honesto. Um velho bebum só. E só.

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Roy Buchanan

Novembro 12, 2009

e hoje Saco de Ratos no Aurora. R. 13 de maio, 112. 5 míseros reais pra entrar. Amanhã mais uns rocks e blues com Tex-Mex e Zona Blues…bom isso. Gosto muito desse texto do Marião. Triste pra cacete. Poético pra cacete. Soibre um grande guitarrista.

GUITAR HERO

Naquela noite de agosto os cachorros vagabundos uivavam melancólicos avisando que o mais seguro era ficar em casa enroscado em um garotinha trêmula, bebendo um vinho devagar ou assistindo tevê. Mas Roy Buchanan, guitarrista fantástico, lenda viva do blues branco, não era o tipo de cara que conseguia ficar em casa numa noite de agosto vendo as popices dos clips monótonos da telinha. Os uivos dos cães vagabundos eram convites irresistíveis pra cair fora, por isso Roy, 48 anos, cara inchada, cansada, fumou mais um pouco do seu cachimbo e se levantou do sofá, desligou a tevê, cobriu a garotinha que na verdade nem era tão jovem assim com um cobertor velho de flanela, vestiu a jaqueta amarrotada e saiu pra rua. Ia andando e esfregando as mãos enquanto susurrava uma oração que o seu pai havia lhe ensinado há muito tempo. Não se lembrava muito do seu pai, mas asquela oração havia se instalado na sua cabeça de uma maneira inexplicável, às vezes enquanto tocava sua guitarra, aquela oração aparecia e então ele começava a rezar. Roy Buchanan estava rezando quando entrou naquele bar, encostou no balcão e pediu o primeiro whisky. Ele continuou rezando quando já não conseguia distinguir os rótulos das garrafas. Só parou de rezar quando o jogaram no banco traseiro daquele carro com sirenes. Ele não conseguia entender o que estava fazendo naquela cela fria da Virgínia, naquele 14 de agosto de 1988. Foi rezando que ele amarrou a jaqueta em torno do pescoço. Os cães pararam de uivar. O seu companheiro de cela, um outro bêbado maltrapilho, ainda jura que ouviu aquele sujeito rezar antes de se enforcar. Não sabe precisar ao certo quais eram as palavras. Talvez algo como Thank you, Lord.

(Mário Bortolotto)

E em Itaipu, alguém disse pro funcionário: “Quando sair, desligue tudo.”

Valeu, Marquinhos…

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Tom Zé

Novembro 11, 2009
Na verdade não tenho saco pro som do cara. Curti isso aqui.
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Augusta, graças a Deus,
graças a Deus,
entre você e a Angélica
eu encontrei a Consolação
que veio olhar por mim
e me deu a mão.

Augusta, que saudade,
você era vaidosa,
que saudade,
e gastava o meu dinheiro,
que saudade,
com roupas importadas
e outras bobagens.

Angélica, que maldade,
você sempre me deu bolo,
que maldade,
e até andava com a roupa,
que maldade,
cheirando a consultório médico,
Angélica.

Augusta, graças a Deus,
graças a Deus,
entre você e a Angélica
eu encontrei a Consolação
que veio olhar por mim
e me deu a mão.

Quando eu vi
que o Largo dos Aflitos
não era bastante largo
pra caber minha aflição,
eu fui morar na Estação da Luz,
porque estava tudo escuro
dentro do meu coração.

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Tuff

Novembro 11, 2009

I’m not the one to save you

I’m not the one to save me