Porra, sou fã dessa banda. De verdade. Acho as composições coisa fina. Raríssima. Coloco aqui os textos dos brothers Rubão e Cris, que robei do blog da Fernanda, pra lembrar do que rolou no fim de semana em São José do Rio Preto. Pra que as farras não se percam na memória fudida pelo alcool…Valeu seus malucos talentosos da porra!
Fábrica de Animais na terra da Fernanda D´Umbra
Domingo, 26 Abril, 2009
Foi “du caralho” tudo em São José do Rio Preto. A cidade é longe de São Paulo – na volta pareceu que era mais perto, coisas de estrada -, mas é bem bacana. Dona Neusa, mãe da Fernanda e da Eliane, abriu a sua casa pros “animais”- travesseiros novos, lençóis ídem, poxa, sem palavras. Pizza! Dona Neusa é uma cozinheira daquelas. Fez diversas pizzas de vários sabores pra gente – eu adoro calabresa -, quibe assado e cru, coalhada – que eu tenho medo mesmo de comer, sei lá porque -, uma porrada de cerveja e um papo pra lá de agradável. Rômulo, cunhado da Fernanda, é uma figuraça. Puta cara gente boa. O bar é bacana – pra variar, esqueci o nome do lugar -, meio playboy pro meu gosto, mas o dono é simpático e prestativo. Tratou a gente bem pra caralho. Pessoas bonitas no lugar, uma mesa de sinuca e uma máquina de pimbal – ganhei três créditos naquela porra, hehehehe, e eu e o Brum ganhamos do Cris e do Arara na sinuca, yeeeeessssss!!!! Mandamos um set mais pro acústico, se é que a gente consegue não descer a mão nas paradas, com a companhia mais que luxuosa do Fábio Brum, guitar da Saco de Ratos Blues e do Made in Brazil – sacaram o quanto a gente é “forgado”! Que o Brum toca pra caralho, não precisa dizer. Acontece que o cara é gente boa da melhor qualidade, alto astral mesmo, um puta irmãozão. Rimos pra caralho, o que é muito bom pro astral do show, que foi leve no clima, mas “pegado” na hora do “vamos ver”. Tocamos bem pra caralho, mas a Fernanda cantou como nunca. Tava em casa e fez bonito. Puta voz que essa mulher tem. Quem tava lá aplaudiu mesmo, com vontade, a apresentação da Fernanda e da Fábrica. Legal tocar num bar, onde ninguém te conhece, e o pessoal respeitar, escutar o som, vir conversar contigo pra dizer o quanto gostou da banda, etc. Voltaremos sim, São José do Rio Preto, com certeza! Bom, ninguém dormiu antes das sete, oito, nove da manhã, rolando uma violinha & cervas & uísquinho – o Arara viado falou que eu ia ter de dirigir na volta e eu acreditei e fui dormir, caralho! Resultado: Eu fui dormir e os caras continuaram a festa. Merda. Bom, o Brum sumiu. Acho que se mandou pra Campo Grande ver o lance da mixagem do disco, acho que foi isso que ele me falou. Não lembro direito. Acordei por volta das “onze da madrugada”, meio bêbado ainda, e dei com uma puta mesa de café da manhã pela frente. No dia anterior, eu brinquei com a tia da Fernanda – esqueci o nome de mais uma pessoa, que bosta de memória -, que só faltava ter pudim de leite moça. Não faltou. Ela fez o pudim, vocês acreditam? Porra, fiquei com a maior vergonha. Tava uma delícia o pudim, eu que tava beeemmm estragado. Grande obrigado, tia da Fernanda! Olha, eu sou do interior, minha família toda é de Irati, Paraná. Eu moro faz tempo em Curitiba, e o curitibano é conhecido, no Brasil inteiro, como um povo frio pra caralho, e é mesmo. É conhecido por não convidar ninguém pra ir em casa, não falar com desconhecidos, não tratar bem ninguém – que feio isso né? Eu tinha quase esquecido como é chegar na casa de alguém do interior. Dona Neusa, que tem o mesmo nome e é identica a minha mãe na maneira da tratar as pessoas, mesmo os desconhecidos, Eliane, Rômulo e o Pedrão (sobrinho da Fer), que ganhou uma guitarra da Fernanda – que puta presente, heim, Pedrão?-, mostraram o que é hospitalidade, educação e generosidade. Olha, quem conhece a Fernanda, sabe que ela tem essas qualidades que eu citei da família dela – ela abriu a casa pra mim, e eu moro na sala dessa mina fodassa, quando estou em São Paulo. Ela foi muito bem criada por eles. Isso tudo que eu falei, se aprende em casa, no dia a dia, com a tua família te mostrando as coisas certas. Fernanda aprendeu sim, e muito bem. Parabéns, dona Neusa. A senhora é uma mulhar incrível, que soube criar seus filhos muito bem para o mundo. Temos um grande orgulho de ser amigos da sua filha e aproveitar tudo isso que a senhora ensinou pra ela. Muito obrigado mesmo, de coração. Obrigado a todos que foram ao show, que vieram nos dar uma força e falar pra voltar, valeu mesmo, pessoal. A gente volta sim, um dia a gente volta.
Rubens K
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Domingo, 26 de Abril de 2009
Sobre Rio Preto
Fomos tocar em Rio Preto na sexta-feira. Foi ótimo viajar com a banda e tocar em um lugar onde eramos desconhecidos, mas do show eu falo depois…
Bacana foi conhecer a família da Fernanda, vê-los felizes em receber, além da filha, irmã, sobrinha, tia e prima querida, quatro malucos famintos e folgados. E quando eu falo “receber” não é só abrir a porta, oferecer um teto, como se isso já não fosse o bastate… é colocar na mesa uma quantidade de comida que alimentaria um festival de bandas vikings e depois ainda fazer um pudim de leite pro folgado do baixista (Rubão, vc é foda…), sinceramente, nem vou descrever todos os mimos que recebemos… pô, a mãe da Fê comprou travesseiros novos pra gente, entende? Vai imaginando o resto… muito mais do que merecemos. Agradecimentos máximos a toda família.
Depois de encher o bucho e descansar uns minutos fomos pro bar. Lugar bacana, muita gente, mesinhas, sinuca e uma máquina de pinball. Um palco pequeno para um show mais pesado, por isso tocamos num esquema light, com violão, batera reduzida, escovinha, só a Fernanda em pé soltando a voz. Acho que o som ficou bom. Fizemos duas entradas, sendo que na segunda o pessoal já tava com uma dosagem alcoólica mais elevada e agitou mais na frente do palco.
Duas coisas maravilhosas do show, e aqui vou me permitir babar um ovo: porra, cara, não é qualquer banda que tem a moral de coagir um guitarman como o Fábio Brum a se enfiar nessas gigs de última hora… e não é por que o cara seja um fresco ou chato, quem conhece sabe que é o contrário, é que o cara foi porque gosta do nosso som, sacou? Dá uma certa vaidade saber que uns músicos foda pra caralho gostam das nossas músicas. O cara fez bonito no show, solos de quem sabe, guitarra na hora certa, sem punheta, sem vaidade, mas brilhante.
A outra coisa bacana foi tocar sem estresse, sem nóia, um show leve, tocar rindo, caralho! Mudar a música no meio dela, repeti-la inteira pq tava realmente boa e o pessoal tava curtindo, e olha que o público não era exatamente composto de amantes do rock e blues…
Pegamos a estrada de volta no sábado, eu Arara e Rubão, a Fernanda veio de avião por conta de um trampo e o Brum, bem, vida Brum, meu caro…
Postado por cmvm às 12:10 2 comentários Links para esta postagem
Cristiano Miranda