Arquivo de Novembro, 2008

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Frases

Novembro 24, 2008

Numa madrugada qualquer, num bar meio suspeito:

LIbano: Peréio, aquela menina ali quer te conhecer.

Peréio: Se ela gostar de um pinto mole, eu posso levar ela à loucura.

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Uma música

Novembro 21, 2008

Tô querendo acabar uma idéia que tive pra uma música. Sonhei com ela na verdade(“Quando vier me encontrar, me traga suas mágoas”) E venho ouvir Mr Dylan absolutamente genial pra ver se me inspiro ou jogo a idéia na latrina.

I can’t even be sure
If she was ever with me
Or if I was with her.

http://www.youtube.com/watch?v=tbsJ3ZE0cAg&feature=related

 
Muitos criticam. Eu gosto de verdade. Além de tudo um puta guitarrista de bom gosto:

http://www.youtube.com/watch?v=wkUY6Fj2ycc&feature=related

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Back Home

Novembro 19, 2008

Passei o último fim de semana excurcionando com a Made in Brazil. Sempre um prazer. Mas me espanto como curto voltar pra São Paulo e caminhar sozinho pelas ruas do centro, que é onde moro. Me alegra e quase dá pra chamar de lar. Acho que dá, na verdade. A vida que gosto e me dou bem.

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Isso é de matar. Quase literalmente.

Novembro 18, 2008

When the wind blows down this hard,
Many a bond is broken.
See the water lie on the ground
From where the heavens opened.

Lord, how will you get through this night
With your dreams departed?
And who alone will comfort you?
Only the broken hearted.

So youve gone beyond your means,
Every wound is open,
Your best laid plans are out of reach,
And all your fears unspoken.

Chorus

Sweet revenge is spoken then;
In the twilight it is gone.
To living lies with no escape,
Lord, I would rather be alone.

I press my fingers to the wood
To tell you of my dreaming,
To sing you songs from olden times,
To keep the love light gleaming.

Cause there’s a place where we can go,
Where we will not be parted.
And who alone will enter there?
Only the broken hearted.

Only the broken, broken hearted.
Only the broken, broken hearted.
Only the broken, broken hearted.
Only the broken, broken hearted.

http://www.youtube.com/watch?v=ns0tW4c95aM

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Novembro 18, 2008

Já ouvi isso da boca de um número razoável de mulheres: ” Você faz cara de quem tá gozando quando toca guitarra.”  Sempre achei interessante a observação. Interessante por saber que algumas delas curtem olhar pra cara de seus homens enquanto esses gozam…ponto pra essas.

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Frase

Novembro 17, 2008

“YO SOY GREMISTA!!!”

Torcedor do Boca Juniors tentando evitar uma surra de gremistas verdadeiros em Porto Alegre.

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Novembro 14, 2008

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Novembro 13, 2008

Porra, eu tenho pouco saco pra shows, etc. Normalmente me decepciono, pouca vida por aí. Pouca arte verdadeira. Mas essa semana foi bem diferente. O que vi deu vontade de dar um esporro na raça humana e mandá-los ouvir música decente porque ela ainda está por aqui…ou que morram. O show da Fábrica de Animais foi foda. Será que eles nem percebem o que estão fazendo? Letras fudidas, despretensiosas, muitas vezes me lembravam Itamara Assunção, se ele tivesse resolvido fazer rock and roll na vida. Fernanda cantando Clap Hands(Tom Waits) e Saulo de Tharso apresentando com ela sua versão em português da música tirou interjeições embasbacadas do público. E me arrepiou os dois braços. Letras da parceria Marcelo Montenegro/Fernanda D’Umbra estão de matar. Como é mesmo? “Se você tira o band-aid de uma vez ou aos poucos?” Isso? Coisa de poeta maluco-genial. O guitarra Arara me manda um rock de fuder onde conta a estória de uma mina que quer sair e o cara indaga pra quê se ali tá tão bom e tem de tudo. Acaba puto mandando ela enfiar a xota no cú…impagável. No final indago a Fernanda as partes que ela escreveu e a figura na maior humildade diz que só colocou um versinho aqui, outro ali. Pelo amor de Deus hein, Fer?!

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Guitar Hero

Novembro 11, 2008

Naquela noite de agosto os cachorros vagabundos uivavam melancólicos avisando que o mais seguro era ficar em casa enroscado em um garotinha trêmula, bebendo um vinho devagar ou assistindo tevê. Mas Roy Buchanan, guitarrista fantástico, lenda viva do blues branco, não era o tipo de cara que conseguia ficar em casa numa noite de agosto vendo as popices dos clips monótonos da telinha. Os uivos dos cães vagabundos eram convites irresistíveis pra cair fora, por isso Roy, 48 anos, cara inchada, cansada, fumou mais um pouco do seu cachimbo e se levantou do sofá, desligou a tevê, cobriu a garotinha que na verdade nem era tão jovem assim com um cobertor velho de flanela, vestiu a jaqueta amarrotada e saiu pra rua. Ia andando e esfregando as mãos enquanto susurrava uma oração que o seu pai havia lhe ensinado há muito tempo. Não se lembrava muito do seu pai, mas asquela oração havia se instalado na sua cabeça de uma maneira inexplicável, às vezes enquanto tocava sua guitarra, aquela oração aparecia e então ele começava a rezar. Roy Buchanan estava rezando quando entrou naquele bar, encostou no balcão e pediu o primeiro whisky. Ele continuou rezando quando já não conseguia distinguir os rótulos das garrafas. Só parou de rezar quando o jogaram no banco traseiro daquele carro com sirenes. Ele não conseguia entender o que estava fazendo naquela cela fria da Virgínia, naquele 14 de agosto de 1988. Foi rezando que ele amarrou a jaqueta em torno do pescoço. Os cães pararam de uivar. O seu companheiro de cela, um outro bêbado maltrapilho, ainda jura que ouviu aquele sujeito rezar antes de se enforcar. Não sabe precisar ao certo quais eram as palavras. Talvez algo como Thank you, Lord.

(Mário Bortolotto)

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Escritos embriagados sozinho em São Vicente

Novembro 5, 2008

Quando ainda me pego correndo para praia, como se fosse encontrar algum tipo de salvação, com o último livro que comprei do velho Buk e uma coletânea rara de Bob Dylan. Ao sul de lugar nenhum. Ao sol de lugar nenhum.

Quando ainda garoto viajava sozinho porque conseguia me divertir dessa maneira. Ainda queria conhecer pessoas na época. Hoje tento resgatar essa onda…mas passou. O que me alivia são outras coisas: a glória de não ter filhos e poder ser esse egoísta filha da puta, não ter prometido mais do que podia ter cumprido para mulher alguma.

Most of the time
I can keep both feet on the ground,
I can follow the path, I can read the signs

A gente acaba escolhendo a companhia de cds e livros. Intimidade? Não deixa passar do MSN. E acaba se sentindo com sorte pela infelicidade estampada na cara dos casados. A falta de liberdade. Falta de respeito e compreensão da mulher amada. Parece que o vizinho merece melhor tratamento. Ou o leiteiro. Não é esse tipo de morte que escolhi pra mim. Essa garrafa de rum ao meu lado, talvez.

E Al Green canta ” Yeah, I love you…for free”. Será que ela sabe que o cara é pastor? E Paulão! Como se toca esssas guitarras de soul? Quando um amigo que ama música como você te presenteia com um cd desses, você tem certeza de que lá vem pedrada. Ouve com atenção.

Será que o Blues do Crumb vai ser minha grande companhia da noite? Ler com todo esse rum na cabeça?

Solidão insana…mas não é algo necessariamente ruim. Quando ainda me sinto livre. E ninguém realmente se importa. Porra, This place is empty: “At least by now, you have learnt how to love a fool”.