Comecei a noite cedo, ainda era dia. Matei umas boas doses de vinho com uns amigos aqui no bar do Cézar mesmo. Em casa. Uns malucos Zona Norte que falam tanta gíria que chamam fósforo de zipo de madeira. Às vezes fica difícil entender. E já meio briaco a gente se apertou em 6 no carro do Santo Pagotto pra ir pro teatro. Começava a noite Saco de Ratos. Essa banda é foda…Bom, exagerei nas doses de whisky, não conversei com quem gostaria de ter conversado. Marião tem um texto no blog que copio aqui:
Nem consigo descrever o puta show de ontem. Só espero que o Dany Boy me mande logo as fotos pra eu postar por aqui. Valeu, rapaziada.
Mas o Brother Pedro Pellegrino escreveu em seu blog. E o mais bacana é que ele pegou o espírito da bagaça. Não é exatamente um show. Tenho falado insistentemente isso por aqui. É uma jam de amigos. Onde mais um show terminaria com Pereio, Mutarelli, Paulo de Tharso e esse bebum que vos escreve dançando abraçados e cantando “O Rei da Ralé“? Está dito:
UMA NOITE BLUES
Não tava no clima de assistir um show, mas passei na Roosevelt e meu brother Pierre estava por lá, disse que tava indo ver o Saco de Ratos Blues.
Aí não arreguei e fui junto com ele e o Don Bactone.
Antes disso, finalmente conheci pessoalmente a Paula Santa Klaus.
Nunca tinha visto o show da nova banda do Bortolotto, nem tinha pisado nesse Teatro X, na Rui Barbosa.
Gostei do que vi, mas parecia uma jam , com gente entrando,saindo do palco, bebendo uma cerveja lá fora e voltando pro show.
Bem rock and roll.
Marião está cantando cada vez melhor, Fábio Brum e Marcelo Watanabe detonam nas guitarras
Fábio Pagotto e Rick Vechione formam uma cozinha bem coesa e barulhenta.
Até que enfim conheci o Ricardo carcamano Carlaccio, gente boa, e sua mina Fabi.
Clarah Averbuck deu uma canja, Carcarah idem, Diniz cantou seu repertório brega.
O indefectível Paulo Cesar Pereio estava por lá também, realmente um xarope, com todo respeito, pegou o microfone e soltou várias frases geniais como:”the book is on the table”, fez uma dançinha do passinho que também vai entrar para a história, detalhe:quem o acompanhou na dança foi o grande quadrinista Lourenço Mutarelli. A atriz Maria Manoela também fez seus backings vocals.
A festa não tinha hora para terminar se dependesse de Picanha , Clarah e do Vida Brum.
Rubens K pegou o baixo de Pagotto e fez um som animal.
Não poderia deixar de falar do Flavinho Vajman, debulhou sua gaita, aliás, como sempre tocou pra caralho.
Quem iria gostar de estar lá é seu pupilo Eneías Ribeiro, mas isso é outra história, só digo que o Enéias está tocando muita gaita.
Régis Santos(o crítico de teatro) trocou idéia comigo e com Bactéria, Kitagawa, Ênio, Ademir Muniz, foi bem legal.
Na volta, Maléfico Porpetta, Bigode , Ênio e eu fomos embora pelas altas horas, como aquela gangue que uma vez vi num filme, a gangue tinha o nome de Blues.
(Pedro Pellegrino)