Arquivo de Outubro, 2008

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As garotas que seguimos até em casa

Outubro 31, 2008

as garotas que seguimos um dia até em casa

agora são mendigas

uma delas é aquela velha enrugada

de cabelo branco que te bateu com a bengala

as garotas que um dia seguimos até em casa andam com sondas em enfermarias,

jogam damas no passeio público

elas não mergulham mais antes das ondas quebrarem,

aquelas garotas que seguimos até em casa,

foram pra algum lugar,

algumas pra sempre,

e nós que as seguimos?

morremos em guerras, morremos do coração, morremos de saudade.

arrastando chinelos e falando devagar,

nossos sonhos são sonhos de TV, poucos de nós,

bem poucos de nós se lembram das garotas que seguimos até em casa.

quando o sol sempre parecia estar brilhando.

quando a vida se movia tão nova e estranha e esplêndida

dentro de vestidos que brilhavam.

eu me lembro

(Bukowski)

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The End

Outubro 30, 2008

Foram várias terças embriagadas por ácool, músicas e poemas nossos e de amigos que curtimos o trampo…que banda divertida da porra! Músicos excelentes e grandes amigos: esse é o Saco de Ratos.

 

Valeu, rataiada…

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Marcelo Nova

Outubro 23, 2008

“E a cada beijo do desejo eu me entorpeço e me esqueço…de tudo que eu ainda não entendi.”

Gosto dessa frase. A gente vive assim, muitas vezes. E aí vai a letra toda. Claramente uma over…

Quando eu morri em dezembro
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços

Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo

E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo

Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi

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Vôos

Outubro 23, 2008

Tudo é muito sério. Tava brincado com um amigo rockeiro que tem um certo medo de voar enquanto voltávamos pela TAM do Ceará. Escrevi para ele um quiz de música que ficaria bem nessas revistas chatas de vôo. Esse abaixo. Teste seus conhecimentos de rock and roll.

1) Por que o Lynyrd Skynyrd encerrou suas atividades em 1977 ?

2) Em qual ocasião que Buddy Holly, Big Bopper e Richie Valenz se viram pela última vez ?

3) John Denver morreu de velhice? Se não, dê resposta correta.

 

Ele não gostou muito da brincadeira naquele momento…

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Ceará

Outubro 19, 2008

Em Fortaleza. Já sou um puta preguiçoso por natureza, estando num lugar como esse então….fudeu! Até o sotaque dos nativos dá sono….

Vim pra tocar rock and roll e a gente se instala num hotel que fica a 3 passos do mar. Pra exagerar ainda tem piscina. Sair da piscina e entrar no mar realmente pode aliviar dias da tua existência….uma bela companhia feminina faria disso uma diversão e tanto…mas isso é raro.  Normalmente elas me remetem ao prazer da solidão.

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Ceará

Outubro 19, 2008
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E o Ricardinho Carlaccio escreveu sobre o show em seu blog

Outubro 14, 2008

Isso faz a diferença

Existem aqueles shows em que você vai ver um músico que admira e pronto. Mas existe aquele show em que os caras estão afins de celebrar simplesmente o fato de estarem vivos. E esse é o grande barato, ver os brothers metendo a boca na maçã  pra que o inferno seja um grande paraíso. Um grande zoológico em que velhos gordos e barrigudos congratulam sem hora pra parar. Olhar pro palco e pra platéia e não ver diferença alguma. Foi isso que aconteceu nessa última terça feira quando fui ver o Saco de Ratos Blues no Teatro X. Entrei com a minha garrafinha de conhaque e ela durou pouco tempo, na maior satisfação de estar entre amigos. Encontrei o grande Sandro Rocker e o Pedro Pellegrino por lá. Vi o grande Paulo de Tharso rasgando o verso, mesmo depois de uma cirurgia na boca feita a poucos dias atrás. Vi o  grande Bortolotto mandando letras vadias e certeiras, acompanhado por um cara maluco que leva uma Vida Brum. Até o Peréio tava por lá e  eu não tive como não lembrar do filme “Vai Trabalhar Vagabundo” em que ele tá num hospício com uma garrafa de pinga na mão  e quando oferece um pouco dela pro personagem do Hugo Carvana, ele diz:  “Essa é do norte”, se regozijando de estar fazendo a coisa toda como deseja.

É isso. Um bocado bacana ver os caras fazendo as coisas do jeito que gostam e se divertindo de verdade, Keep Walking numa Vida Brum.

 

                        (Ricardo Carlaccio)

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SACO DE RATOS

Outubro 14, 2008

E hoje a noite é blues. Peréio deve voltar enlouquecido, Picanha depois de ter feito Mutarelli de sparring de ator, fazendo  o amigo bater o texto com ele, agora virou comparsa de troca de remédios. A maioria do público deve subir ao palco pra dar ao menos algum grito. E tem até a gente tocando…  Tem mais umas fotos e sons no blog do Marião, nosso crooner.

 http://atirenodramaturgo.zip.net

Pinta lá.

No Teatro X (Rua Rui Barbosa, 399 – Bela Vista) às 21h30 – Ingresso : R$ 5,00 (preço único). Terça-Feira.

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Essa é do Eric pra Fernanda. 4 meses de namoro

Outubro 9, 2008

 

 A única que me acalma… e assim me faz pensar em futuro, planos. Me fez amadurecer e sentir realmente alguma coisa por alguem. Algo verdadeiro. E agora sei o que significa gostar, estar apaixonado, amar alguém… A minha companheira ideal.

Vou resumir esses 4 meses em 4 palavras

EU TE AMO MUITO!

                                                                                                     Eric

 

 

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Saco de Ratos, a farra!

Outubro 8, 2008

Comecei a noite cedo, ainda era dia. Matei umas boas doses de vinho com uns amigos aqui no bar do Cézar mesmo. Em casa. Uns malucos Zona Norte que falam tanta gíria que chamam fósforo de zipo de madeira. Às vezes fica difícil entender. E já meio briaco a gente se apertou em 6 no carro do Santo Pagotto pra ir pro teatro. Começava a noite Saco de Ratos. Essa banda é foda…Bom, exagerei nas doses de whisky, não conversei com quem gostaria de ter conversado. Marião tem um texto no blog que copio aqui:

Nem consigo descrever o puta show de ontem. Só espero que o Dany Boy me mande logo as fotos pra eu postar por aqui. Valeu, rapaziada.

Mas o Brother Pedro Pellegrino escreveu em seu blog. E o mais bacana é que ele pegou o espírito da bagaça. Não é exatamente um show. Tenho falado insistentemente isso por aqui. É uma jam de amigos. Onde mais um show terminaria com Pereio, Mutarelli, Paulo de Tharso e esse bebum que vos escreve dançando abraçados e cantando “O Rei da Ralé“? Está dito:

UMA NOITE BLUES
Não tava no clima de assistir um show, mas passei na Roosevelt e meu brother Pierre estava por lá, disse que tava indo ver o Saco de Ratos Blues.

Aí não arreguei e fui junto com ele e o Don Bactone.

Antes disso, finalmente conheci pessoalmente a Paula Santa Klaus.

Nunca tinha visto o show da nova banda do Bortolotto, nem tinha pisado nesse Teatro X, na Rui Barbosa.

Gostei do que vi, mas parecia uma jam , com gente entrando,saindo do palco, bebendo uma cerveja lá fora e voltando pro show.

Bem rock and roll.

Marião está cantando cada vez melhor, Fábio Brum e Marcelo Watanabe detonam nas guitarras

Fábio Pagotto e Rick Vechione formam uma cozinha bem coesa e barulhenta. 

Até que enfim conheci o Ricardo carcamano Carlaccio, gente boa, e sua mina Fabi.

Clarah Averbuck deu uma canja, Carcarah idem, Diniz cantou seu repertório brega.

O indefectível Paulo Cesar Pereio estava por lá também, realmente um xarope, com todo respeito, pegou o microfone e soltou várias frases geniais como:”the book is on the table”, fez uma dançinha do passinho que também vai entrar para a história, detalhe:quem o acompanhou na dança foi o grande quadrinista Lourenço Mutarelli. A atriz Maria Manoela também fez seus backings vocals.

A festa não tinha hora para terminar se dependesse de Picanha , Clarah e do Vida Brum.

Rubens K pegou o baixo de Pagotto e fez um som animal.

Não poderia deixar de falar do Flavinho Vajman, debulhou sua gaita, aliás, como sempre tocou pra caralho.

Quem iria gostar de estar lá é seu pupilo Eneías Ribeiro, mas isso é outra história, só digo que o Enéias está tocando muita gaita.

Régis Santos(o crítico de teatro) trocou idéia comigo e com Bactéria, Kitagawa, Ênio, Ademir Muniz, foi bem legal.

Na volta, Maléfico Porpetta, Bigode , Ênio e eu fomos embora pelas altas horas, como aquela gangue que uma vez vi num filme, a gangue tinha o nome de Blues.

                                           (Pedro Pellegrino)