Marião escreveu um texto sobre uma bela noite regada a whisky e música que amamos…
Coloco aí embaixo. E como diria meu velho amigo Renato Fernandes, ” além dos meus amigos de copo e de cruz, tudo que eu tenho na vida é o meu blues…” que por sinal tá na trilha do filme citado…
UMA BANDA DE FUNDO DE BOTECO
Foi assim que eu me senti na última terça-feira tocando no lançamento do filme “Nossa Vida não cabe num Opala” (e lançamento da edição do livro “Nossa Vida não vale um Chevrolet“ - que ficou bem bonito - pela Via Lettera num esforço Nick Cassady empreendimentos) com a nossa banda “Saco de Ratos“. A gente ficava tocando nossas músicas lá e a rapaziada conversando e festejando lá na frente. De vez em quando algum amigo acenava ou ficava um pouco por ali curtindo a performance da banda. A gente não tava nem aí. A gente tava se divertindo. O som tava bacana. Aos poucos, grande parte das pessoas foram indo embora. E quando resolvemos prestar atenção, notamos que tinha uma rapaziada dançando na nossa frente. Aí a gente embalou um rock no outro e fechamos a noite com “Minha vida é rock and roll” (do Made in Brazil) no melhor estilo “Velhas Virgens” com a rapaziada cantando junto. A bebida tinha acabado e conclamei todo mundo pra descer pra “Amistosas“. Lá a gente continuou emendando um blues no outro até o dia amanhecer. O violão passava da mão do Brum pra minha e depois pro Rubens K e foi uma noitada excelente como diria o Pinduca parafraseando o Arnaldo Baptista. É assim que eu quero envelhecer. Tocando as nossas músicas de fundo de boteco até o dia amanhecer. Me parece um bom jeito de fazer as coisas, antes de cair fora de vez.
(Mário Bortolotto)