Dois shows em Campo Grande. Na sexta tocamos velhos clássicos do rock e do blues. Cozinha impecável do Bando do Velho Jack, Marquinhos e Bosco, associado aos vocais matadores do Rodrigão. Grande cantor, cara! Fraldão nos teclados pra completar a festa. No sábado fizemos o revival da Blues Band, gênio Renatão Bêbado Habilidoso, celebrando uma banda que montamos há 18 anos atrás. Divertido. e ainda estreei uma Les Paul GRS nova que Vander fez pra mim(foto). Cacete, o som dela tá impressionante! Ligada a um Fender Tube, claro. Mas mudando de assunto completamente, ou quase, utimamente minha vida amorosa anda bem sofrida. Quando digo sofrida exemplifico com uma ex que cometeu suicídio na minha frente e a mulher que resolveu ser minha melhor amiga e mulher na pior fase da minha vida cansou de certas diferenças que temos e me mandou passear…mas eu ainda a vejo, não me portando como um sujeito bacana, só enchendo o saco, cheio de mágoas, de quem me mandou embora…saca aquela velha música? Meu velho Bortolotto e eu costumamos cantarolar bebuns esse som no cú da madrugada: “Quem perde no amor sempre faz papel de covarde. Faz bobagem, faz bobagem”. E eu tenho feito, e ela já não aguenta mais…E eu tenho que aguentar a dor da sua falta. Se a gente não se amasse, se a gente não se desse bem, seria fácil…mas não foi nada disso. E eu vou indo pros 40 anos sozinho, com saldo muito negativo de relacionamentos falidos e frustrados…O lado positivo dessa merda toda é que me aproximo mais da única arma que tenho pra passar razoavelmente bem por essa existência fastidiosa: Tocar guitarra. Alguns dizem que sou bom nisso. E a relação com meu eterno amor se aprofunda. Curto mais como toco, busco umas notas mais doídas como um Chet Baker desesperado. E às vezes até choro no palco…