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Alone

Fevereiro 7, 2010

Vagando de skate por uma São Paulo solitária. Domingo ela quase para. Ando no sossego por entre esses prédios antigos. Me sinto bem. Sinto uma certa poesia em estar completamente só. Poesia da solidão.

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e veja essa:

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Os Vigaristas

Fevereiro 7, 2010

A farra em São Carlos do fim de semana….A Lú mal consegue segurar a roupa no corpo…não sei o que ela tem, mas o público não reclama não…

E um churrasquinho antes do show na casa do Marlon…o cara é mecânico da TAM. Cuida do avião do nosso presidente.

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São Carlos-SP

Fevereiro 5, 2010

Acordo num colchão no chão depois de uma grande noitada com esses malucos de São Carlos. Muito blues, partidas de sinuca e whisky. E isso foi só o começo, porque o show é essa noite na verdade. No Armazém do Luciano. Esperando a Lu chegar. Hoje rola Billie Holiday, Muddy Waters e Otis Redding com essa louca cantando. Quer mais o quê? Músicas que realmente amo. Ganhei umas partidas do Ayala ontem. Ele quer revanche depois do almoço que agora ele faz. Ouço uma das músicas mais lindas que ouvi na vida. River of Tears. Lembro quando vi Eric Clapton cantando esse som no show do Pacaembu em 2001. Fiquei surpreso com esse som que nunca tinha ouvido. Tá no Pilgrim. Letra triste do caralho. Porque tenho que me identificar tanto, porra!? Vai pra você e sua partida, Narizinho.

River of tears
It’s three miles to the river
That would carry me away,
And two miles to the dusty street
That I saw you on today.

It’s four miles to my lonely room
Where I will hide my face,
And about half a mile to the downtown bar
That I ran from in disgrace.

Lord, how long have I got to keep on running,
Seven hours, seven days or seven years?
All I know is, since you’ve been gone
I feel like I’m drowning in a river,
Drowning in a river of tears.
Drowning in a river.
Feel like I’m drowning,
Drowning in a river.

In three more days, I’ll leave this town
And disappear without a trace.
A year from now, maybe settle down
Where no one knows my face.

I wish that I could hold you
One more time to ease the pain,
But my time’s run out and I got to go,
Got to run away again.

Still I catch myself thinking,
One day I’ll find my way back here.
You’ll save me from drowning,
Drowning in a river,
Drowning in a river of tears.
Drowning in a river.
Feels like I’m drowning,
Drowning in the river.
Lord, how long must this go on?

Drowning in a river,
Drowning in a river of tears.

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Música triste do caralho

Fevereiro 4, 2010

Alguma bebida. Insisti para que a Silvia jogasse uma sinuca com a gente. Eu queria ela como parceira, sabe. Coitada. Nem tava a fim, mas na sua maneira discreta de sempre ser, aceitou meio a contragosto. E eu nunca sei ensinar, ajudar, saca? Paciência que sempre me faltou. Ela foi embora. Aí joguei mais uma pá delas com meu amigo Vajman. Divertido, hein, meu caro? Perdi? Ganhei?

Nothing is gonna change my world…

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Just running some errands

Fevereiro 3, 2010

Acordei meio cedo. Dia de sol em São Paulo. Sol anda raro por aqui ultimamente. Aproveito e me mando cedo de casa; levo o bike pro concerto, vou doar sangue logo. Cortar o cabelo, talvez. Agora bebo um suco e escrevo qualquer bosta no meu blog. Sonhei com reggae essa noite. Acho reggae uma merda, de modo geral. Salvo uns do Keith e uma puta música bonita que o Paulão fez pra Dedé. Paulão tava no sonho. Grande cara. E gosto de andar pela cidade. Sinto uma paz que me faz sorrir, sozinho. De vida simples. Tipo ter bike no lugar do carro. Essa semana faço uma workshop na quinta e toco na sexta. Tudo em São Carlos. Sesc e Armazém. O dono, Lu, é uma figura louca. Gosto desse cara e ele gosta muito de música, então a farra vai ser boa…É assim.

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Fevereiro 3, 2010

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Fevereiro 3, 2010

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Ataulfo Alves, não?

Fevereiro 3, 2010

Errei, erramos

Eu na verdade
Indiretamente sou culpado
Da tua infelicidade
Mas se eu for condenado
A tua consciência
Será meu advogado
Mas evidentemente
Eu devia ser encarcerado
Nas grades do teu coração
Porque se sou um criminoso
És também
Nota bem
Que estás na mesma infração
Venho ao tribunal
Da minha consciência
Como réu confesso
Pedir clemência
O meu erro é bem humano
É um crime que não evitamos
Este princípio alguém jamais destrói
Errei, erramos

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Morte

Janeiro 30, 2010

João era um batera amigo nosso muito bacana. Não era um grande músico mas um grande camarada. Conheceu o Renato roubando gasolina quando eram deliquentes adolescentes. Quando tava chegando nos 40, ficou doente. Diagnóstico: Leucemia. O tal cancer no sangue. Teve que parar de beber e quando conseguia aparecer, tomava cerveja sem alcool. A gente gozava o cara porque ele ficava tentando esconder o rótulo da long neck em sua mão. Lutou contra essa merda e quando tava sacanado que ia perder a guerra, pediu pra que a gente tocasse um blues em seu velório. Morreu e a gente foi. Ficamos intimidados de tocar violão na frente dos parentes, na frente do caixão. Fomos pra porta do lugar, sentamos e o Renato sacou esse samba em homenagem ao cara. A gente chorou e eu tive que voltar pro trabalho. Desde então, os Bêbados Habilidosos passaram a tocar esse som numa versão blues. Edney, o batera, não se segurava e chorava com as baquetas na mão. Eles eram grandes amigos. Torciam pro São Paulo e iam aos jogos do Comercial em Campo Grande juntos. Semana passada a leucemia levou mais um amigo. Pilão. Aos 38 anos. Minha idade. Foda. Fica o samba. E vale também pra minha vida e velório, que tarde a chegar.

Quando Eu Me Chamar Saudade

Quando Eu Me Chamar Saudade

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.

Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

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Agenor

Janeiro 28, 2010

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Tava de bobeira, relendo deitadão uns contos de Bukowski quando tocou esse som no rádio. A produção da música eu acho um saco. Lado ruim dos anos 80, mas a letra é matadora. Mostra o quanto nada muda na vida.

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Ideologia

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Frequenta agora as festas do “Grand Monde”

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock ‘n’ roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

Ideologia